(Faz tempo que não ponho idéias aqui, o que não significa nada. Por que continuar organizando esses conceitos de racionalista ateu rondando o mistério da religião? -Não estou nem mesmo convencido de que é isso o que estou fazendo.
Mas chega, por ora, de tratar da moralidade. Moral é a arte de viver bem. Conduz à feliicidade.)
Conversava eu com um amigo do Canadá, sobre o fenômeno religioso. Ele é historiador. Parece que a religião é um fenômeno presente desde sempre, em todas as sociedades e em todas as culturas, algo que está de certa forma presente em todo ser humano.
Por que será? O ser humano tem uma sede de transcendência que lhe é natural. Uma sede que não só o faz buscar a saciedade, mas que também o consome nessa vida de todos nós.
Parece que está sempre faltando alguma coisa. Há um vazio infinito, um buraco que não tem mais fundo na alma de cada qual.
E se há sede, havemos de buscar a água. Somos assim.
Para cada necessidade humana, da primeira à última, deve existir um bem capaz de saciá-la. Para a fome a comida, para a sede a água, para o cansaço sono, para a solidão o outro.
E todo mundo sente a irremediável vontade de ser feliz. É nossa vontade mais forte, é quase um segundo instinto de sobrevivênicia (que pode eventualmente levar alguém a pôr fim na própria vida).
O que está faltando? Esse buraco sem fundo, como eu tapo? Esse vazio infinito, essa nostalgia de plenitude, o que eu faço com isso?
Somos levados a buscar algo que nos transcenda. Nada do que temos nas mãos ou diante dos olhos ou em nós parece ser o que estamos procurando.
Queremos ser felizes e não sabemos como. Daqui nasce a busca de Deus. Alguém que nos quebre esse galho.
Na largada da vida, partimos todos em busca de algo. E se não houver esse algo? Se simplesmente isso não existir? -Não seria a vida uma terrível piada de mal gosto? -Não importa, vamos sempre continuar procurando, ainda que morramos todos tentando.
segunda-feira, julho 31, 2006
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