O homem: natureza má.
Hobbes (1588-1679) – filósofo empirista inglês, materialista e mecanicista – afirma que o homem, em seu estado natural, busca dominar e escravizar seus semelhantes.
O homem, por natureza, procura ultrapassar todos os seus iguais: ele não busca apenas a satisfação de suas necessidades naturais, mas, sobretudo, a satisfação de pisar nos outros. O homem é predador do próprio homem: o homem é o lobo do homem. Os seres humanos são, por natureza, capazes do pior. O amor e outras similares emoções positivas tendem a esboroar-se perante a própria irracionalidade e agressividade inerentes ao ser humano.
Assim sendo, para viabilizar sua sobrevivência em grupo, o homem cria o pacto social, uma espécie de trégua na guerra de todos contra todos para estabelecer a paz e a segurança.
O homem: natureza boa.
Rousseau (1712-1778) – filósofo iluminista e enciclopedista francês – afirma exatamente o contrário no que diz respeito ao estado natural do homem. Afirma que o homem é bom por natureza, e que a sociedade é que o corrompe. O problema não está no homem em si, mas nos defeitos do sistema, nas falhas desse pacto social que Hobbes outrora apontara como sendo o atenuador do gigantesco egoísmo humano.
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