sábado, junho 18, 2005

Tempo

Dizia o mestre Genuíno Sales: " O tempo não perdoa o que se faz sem ele". Dizia Fernanda Takai Fu: tempo tempo mano velho... Dizia David Gilmour: You are young and life is long and there is time to kill today... Dizia alguém que nada sustém a sua marcha inexorável... E disse algum filósofo que o tempo é a medida do movimento (da mudança, em linguagem corrente). Sempre me impressionou. Foram os primeiros versos que escrevi, e o tema me é recorrente. Transcrevo-os, sem deixar de rir lembrando do velho amigo Sávio Brito, imitando a saudosa professora de redação Vera Lúcia: "Quanta sensibilidade! Êta vida besta, meu Deus!".

Tempo

tic tac tic tac
tac tic tac tic
tic... tic... tic...
tac... tac... tac...

O tempo choca!
A vaca pasta,
O pássaro voa.
Não progrediram.
Não regrediram.
Estão apenas mais velhos!


Sabe o que penso? O recado do Gilmour é preciso: And then one day you find ten years have got behind you. No one told you when to run. You miss the starting gun. É duro. Mas é a vida.

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